Produtor de Orgânicos

Os desafios da produção de alimentos na metrópole de São Paulo

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Rio, 23 de dezembro de 2020.
foto: CI Orgânicos

Nos últimos anos, o tema do alimento nas cidades tem despertado o interesse crescente de pesquisadores, gestores e da sociedade civil. Embora a agricultura local venha sendo enfatizada no debate público, pouco se sabe sobre as especificidades da produção de alimentos no contexto urbano e periurbano e, especialmente, sobre a sua viabilidade econômica. Este estudo tem como objetivo analisar os desafios da produção de alimentos na metrópole de São Paulo e apontar os potenciais dessa agricultura para a sustentabilidade do sistema alimentar. Para isso, analisamos de forma descritiva dados secundários a respeito do consumo, comercialização, distribuição e produção de alimentos na metrópole e realizamos, em estudos de caso empíricos e hipotéticos, análises econômico-financeiras de diferentes modelos de agricultura. Os resultados apontam para potenciais significativos da agricultura na segurança alimentar local e abastecimento, podendo até abastecer a metrópole com legumes e verduras. Entretanto, também indicam que a viabilidade econômico-financeira da agricultura sustentável na região depende da comercialização em cadeias mais curtas, da capacidade de financiamento da transição orgânica e do acesso à terra, especialmente para as agriculturas urbanas. O estudo contribui para as agendas de pesquisa sobre o tema também com a proposição de uma tipologia de agriculturas na metrópole de São Paulo e recomendações visando ampliar o papel da agricultura urbana e periurbana no sistema alimentar metropolitano.

Agricultura urbana e periurbana

A Agricultura Urbana e Periurbana (AUP) compreende as atividades agrícolas no interior e nos arredores das cidades. A prática ganhou destaque nos debates acadêmicos e nas agendas políticas após o 15o. Comitê de Agricultura (COAG)5 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO – ONU), quando a agência publicou um importante documento dedicado à agricultura urbana e periurbana, em que reconhece a sua relevância, os seus compromissos e os desafios para o desenvolvimento sustentável e a promoção da equidade (FAO, 1999).

Em linhas gerais, a agricultura urbana seria aquela realizada em pequenas superfícies, como terrenos ociosos, jardins, varandas e lajes, com a finalidade de cultivar plantas e criar animais para o autoconsumo ou a comercialização local.

Diferentemente, a agricultura periurbana corresponderia às unidades de produção próximas aos centros urbanos que gerenciam produções mais intensivas, comerciais ou semi-comerciais de horticultura, granjeira e de criação de animais (FAO, 1999, tradução nossa). Desde a sua publicação, a definição tem sido ponderada e atualizada, bem como os seus benefícios e desafios discutidos em diversas instâncias, inclusive pela própria instituição.

Estudo idealizado pelo Instituto Escolhas em parceria com Urbem

Coordenação geral: Jaqueline da Luz Ferreira – Instituto Escolhas Coordenação técnica: Fernando de Mello Franco – Urbem

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