Agroecologia é mais do que produzir alimentos: é cuidar da saúde, do território e da vida
O Caderno de Estudos: Saúde e Agroecologia reúne análises científicas, relatórios internacionais e reflexões políticas que evidenciam a profunda interdependência entre sistemas alimentares, saúde humana, meio ambiente e direitos humanos. A publicação é fruto da articulação entre a Fiocruz, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA Agroecologia.
O documento parte do reconhecimento de que a crise ambiental e sanitária global está diretamente ligada ao modelo dominante de agricultura industrial, caracterizado pela monocultura, pelo uso intensivo de agrotóxicos e pela concentração de poder econômico. Esse modelo compromete ecossistemas, adoece populações e aprofunda desigualdades sociais.
A agenda “Saúde e Agroecologia”, apresentada pela Fiocruz, propõe integrar os campos da saúde pública, da agroecologia e da sustentabilidade como estratégia para promover melhores condições de vida, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e enfrentar as iniquidades sociais e territoriais.
Um dos eixos centrais da publicação é a agroecologia compreendida como ciência, prática e movimento social. Ela articula dimensões ecológicas, sociais, culturais, econômicas e políticas, valorizando o diálogo de saberes, os conhecimentos tradicionais e a autonomia dos territórios.
O artigo internacional “Percepções da agroecologia e um passo crucial: integrando a saúde humana” destaca os avanços da pesquisa agroecológica e aponta a necessidade de incorporar de forma sistemática a saúde humana nas análises sobre produção agrícola e serviços ecossistêmicos.
Os autores demonstram que a agricultura afeta diretamente a saúde, não apenas por meio da exposição a agrotóxicos, mas também pela indução de padrões alimentares não saudáveis, pela degradação ambiental e pelo aumento de doenças crônicas relacionadas à alimentação inadequada.
O relatório da ONU sobre os efeitos dos agrotóxicos no direito à alimentação apresenta evidências alarmantes sobre os impactos desses produtos na saúde humana, no meio ambiente e nos direitos humanos, destacando que a maioria das mortes e intoxicações ocorre em países em desenvolvimento.
O documento denuncia a falsa narrativa de que os agrotóxicos são indispensáveis para garantir a segurança alimentar global, argumentando que sua utilização gera danos irreversíveis à saúde, contamina solos, águas e alimentos e compromete as gerações presentes e futuras.
Trabalhadores rurais, comunidades vizinhas às áreas agrícolas, crianças, mulheres grávidas e povos tradicionais são identificados como grupos especialmente vulneráveis à exposição a agrotóxicos, muitas vezes sem acesso à informação, proteção adequada ou assistência em saúde.
O relatório “Da uniformidade à diversidade”, do IPES-Food, compara a agricultura industrial com sistemas agroecológicos diversificados, demonstrando que estes últimos apresentam melhores resultados ambientais, socioeconômicos e de saúde, além de maior resiliência climática.
A publicação evidencia que a agricultura industrial é sustentada por entraves estruturais, como políticas públicas orientadas à exportação, concentração corporativa, pensamento de curto prazo e métricas que ignoram impactos sociais, ambientais e sanitários.
Em contraste, os sistemas agroecológicos diversificados oferecem oportunidades para a transição, incluindo políticas alimentares integradas, incentivos à produção local, cadeias curtas de comercialização, pesquisa participativa e educação orientada à sustentabilidade.
O relatório “Desvendando a relação alimento-saúde” aprofunda a análise dos impactos dos sistemas alimentares na saúde, identificando canais como riscos ocupacionais, contaminação ambiental, alimentos inseguros, dietas inadequadas e insegurança alimentar.
O documento destaca a necessidade de superar lacunas na produção de conhecimento, fortalecer a pesquisa como bem público e adotar o princípio da precaução, além de construir políticas alimentares sob governança participativa e integrada.
Em síntese, o Caderno de Estudos: Saúde e Agroecologia afirma que promover sistemas alimentares saudáveis exige transformar profundamente o modelo agrícola vigente, valorizando a agroecologia como caminho estratégico para garantir o direito à alimentação adequada, à saúde, à justiça social e à sustentabilidade ambiental
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