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Novidade: ‘Carne Sustentável do Pantanal’ chega ao mercado brasileiro

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Rio, 17 de dezembro de 2014.
Pantanal CARNE
foto: Korin,

 

Lançada recentemente no Rio de Janeiro, desde o mês de outubro está à venda em alguns pontos de varejo brasileiro a “Carne Sustentável do Pantanal”, produzida com responsabilidade ambiental, originária de um gado criado solto na região pantaneira, cuja alimentação está baseada em pastagens livres de defensivos agrícolas e adubos químicos no solo, ureia ou antibióticos utilizados na engorda de animais.

O produto é comprovado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – alimento mais saudável nas mesas e a certeza da preservação de um ecossistema importante para o equilíbrio do planeta – e é fruto de uma parceria entre a Korin Agropecuária, a Associação Brasileira de Produtores Orgânicos (ABPO), com o apoio do WWF-Brasil.

Trata-sede um mercado promissor, mas, por enquanto, somente um grupo de consumidores terá acesso a esta alimentação saudável. De acordo com Edson Shiguemoto, diretor comercial da Korin Agropecuária, a carne é de novilha e, além de conferir uma maciez ao produto, o rendimento é bem inferior ao do boi gordo.

“A remuneração que pagaremos ao produtor é equivalente ao boi gordo, que é de 10 a 15% superior”, explica Shiguemoto, justificando o preço ao consumidor, que “chega um pouco acima das principais carnes nobres do mercado, porém com grandes diferenciais”.

Na capital paulista, no Mercado Santa Luzia, na região dos Jardins, o quilo do filé mignon, está a 79 reais; fraldinha, 48 reais; contra-filé, 55 reais; Noix, 61 reais; e picanha, 88 reais. O diretor da Korin, o acesso a estes cortes nobres ainda é de difícil acesso à maioria da população e, certamente, demorará um pouco chegar à maioria dos consumidores, “visto que a quantidade desses cortes em relação ao todo é bastante restrita. Já outros cortes como patinho, coxão mole, acém, paleta, costela, ficarão mais acessíveis”.

NOVOS LANÇAMENTOS

Para que um maior número de pessoas tenha acesso à Carne Sustentável do Pantanal, a Korin está planejando o lançamento de vários produtos no próximo ano, como hambúrguer, quibe, almôndega, mortadela e carne moída congelada. Isso, explica Shiguemoto, “para ajudar a escoar os cortes do dianteiro, que tem um volume maior com menor demanda”.

O produto, inicialmente, será destinado apenas para o mercado interno, com expectativa de aumento de volumes dentro de um ano e será comercializada em pontos de venda estratégicos do varejo brasileiro, que sirvam de vitrine para as outras redes e lojas. A intenção é buscar crescimento de maneira sustentável, de acordo com a capacidade produtiva dos parceiros.

O executivo da Korin tem certeza que o produto tem tudo para ser um novo case em vendas. Do lado do consumidor, atende a uma lacuna no mercado daqueles que estão mais conscientes e preocupados com a qualidade dos alimentos e a preservação ambiental.

“Não há no mercado opções saudáveis de carne vermelha como o nosso lançamento”, afirma Reginaldo Morikawa, diretor superintendente da empresa, observando que a Korin sempre teve interesse em oferecer aos clientes da sua marca uma carne de gado criado sem aditivos químicos e antibióticos, que resultasse em um produto macio e saudável e que ainda não prejudicasse a natureza. “A carne bovina é um complemento da linha, uma vez que já trabalhamos com a proteína do frango e dos ovos”, afirma.

PARCERIA

A Korin, responsável pela comercialização da carne sustentável, “fecha um ciclo, que começou com a ABPO, que reúne os produtores, e o WWF-Brasil, que tem o objetivo de desenvolver um trabalho de preservação do Pantanal e da manutenção deste ecossistema e do homem pantaneiro trabalhando na única atividade rentável no local”, explica Morikawa.

A parceria entre o WWF e a ABPO teve início u em 2003, quando a ONG iniciou um trabalho de apoio à produção da pecuária orgânica do Pantanal, uma ação pioneira para uma ONG ambientalista. “O Pantanal é a maior área continental úmida do planeta e este bioma, também conhecido como Reino das Águas, é importante para o suprimento de água e para o equilíbrio climático do planeta”, informa diretor superintendente da Korin.

De acordo com Morikawa, é “nesta região que a pecuária bovina vem se desenvolvendo como atividade econômica tradicional há mais de 250 anos, alicerçada na cultura do “Homem Pantaneiro”, onde a criação de gado sempre se baseou na dinâmica natural da região, respeitando e convivendo em harmonia com o ciclo das águas, com a fauna e a flora, onde os animais são livres para se alimentar em extensas áreas de pastagens nativas”.

“A Carne Sustentável do Pantanal é proveniente de sistemas sustentáveis”, ressalta Julio Cesar Sampaio, coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil.

PRESERVAÇÃO

“A promoção deste produto vai ajudar a obter resultados de conservação no Pantanal pelo aumento das áreas de produção sob manejo sustentável, com boas práticas e atendimento a critérios claros ambientais e sociais”, garante Nilson de Barros, vice-presidente da ABPO e também produtor pantaneiro.

“Outra parceria importante é com a Embrapa Pantanal, que apoiará a ABPO e a Korin na avaliação das fazendas utilizando sua ferramenta chamada Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS), que comprovará para os consumidores a sustentabilidade dos sistemas produtivos que aplicam o Protocolo Interno ABPO/Korin”, salienta Barros.

Desde a formação da parceria entre a ABPO e o WWF-Brasil, a área sob manejo com boas práticas aumentou de 3 mil hectares para mais de 170 mil, afirmam os executivos, se estendendo ainda para Bolívia e Paraguai, países que também abrigam uma parte do pantanal sul-americano.

São 140 mil hectares de área certificada para produção de carne orgânica no Pantanal em parceria com a ABPO. “A parceria entre ABPO, Korin e WWF-Brasil agrega muito à nossa estratégia de promoção e estímulo a cadeias produtivas sustentáveis, e na tentativa de ganho de escala e de resultados de conservação no Pantanal”, destaca.

“Com este novo produto aliado ao potencial de mercado que acreditamos ser muito bom para produtos sustentáveis, acreditamos que poderemos ter um aumento maior de áreas sob manejo sustentável na produção de carne bovina no Pantanal”, enfatiza o especialista em pecuária sustentável do WWF-Brasil, Ivens Domingos.

Fonte: SNA/SP

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Publicado em 17/12/2014

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