Consumidor

Atenção com sustentabilidade puxa mercado orgânico e players ampliam mix de produtos

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Rio, 30 de setembro de 2019.

Num ano marcado pelas queimadas na Amazônia e muitos países cobrando sustentabilidade produtiva do Brasil, o setor de orgânicos vai ganhando mais maioridade com players diversificando seu mix de itens sem agroquímicos (fertilizantes e defensivos). E esse cenário cada vez mais generalizado de preocupação com o ambiente ajuda a amadurecer o consumo, ampliando mercado, e as empresas já perceberam isso.

Na verdade, nem tão de agora se nota a movimentação das grandes marcas. As mais responsáveis e atentas aos mandatos dos consumidores em seus países de origem já começaram antes, explica Sylvia Wachsner, coordenadora do Centro de Inteligência de Orgânicos (CI Orgânicos), que provê a cadeia com estudos e análises.

O Pão de Açúcar é pioneiro entre as redes, com mais de 10 anos vendendo de terceiros e de marca própria, e foi vendo a diversificação e variedade de produtos crescendo, sem que hoje dificilmente não se encontre alguma coisa produzida fora do método convencional. Em 2019, o grupo brasileiro do francês Casino está vendendo o leite Ninho orgânico da Nestlé, que também lançou papinhas para bebês.

A Pepsi Co veio com aveia e a Unilever amplia o portfólio, depois de há três anos entrar nesse nicho comprando uma fábrica de biscoitos.

Para ficarmos nos grupos mundiais, Sylvia acentua que o Carrefour investe mais no segmento, certamente a partir, também, se sua própria produção.

Apesar de muito associado a hortigranjeiros, com a imagem lúdica e romântica das feiras e lojas de nichos – e que são importantes para massificar a base consumidora e agregar pequenos fornecedores, especialmente familiares -, os orgânicos devem cada vez mais às redes de varejo e aos grandes fabricantes. A escala é tudo para diminuir os preços aos consumidores, que, segundo Sylvia, é algo cada vez mais visível.

Naturalmente que não se espera uma equivalência de preços entre o item convencional e o orgânico. Sem agroquímicos, com requisitos mais exigentes quanto à terra (necessita ser livre totalmente de resíduos), necessidade de certificação de (na maioria das vezes) empresas regiamente pagas, entre outros, sempre haverá menos oferta e custos maiores.

Exportações

“Mas é possível ampliar essa base, como já está sendo visto cada vez mais entre os mais jovens até, preocupados com a sustentabilidade”, avalia a coordenadora do CI Orgânicos, que está sob o guarda-chuva da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). Ela tem certeza que 2019 será um divisor de águas e maturará mais ainda a atividade.

Fonte: Money Times

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