Korin acelera modernização industrial e mira expansão global com retrofit bilionário.
A Korin, referência nacional em alimentos orgânicos e sustentáveis, prepara um processo de reestruturação operacional e expansão produtiva para sustentar o avanço da demanda no Brasil e no exterior. A companhia, que completa 32 anos em agosto deste ano, trabalha em um projeto de “retrofit” da operação, ampliação da capacidade produtiva e abertura de novos mercados internacionais, incluindo Oriente Médio. Segundo Edson Matsui, presidente da Korin, a empresa já exporta para o mercado japonês desde 2024 e agora adapta seu abatedouro para conquistar a certificação halal, exigida em países árabes.
Na verdade, é um retrofit na empresa. Precisamos fazer uma nova estrutura para atender uma demanda que hoje não conseguimos suprir, afirmou o executivo em entrevista à Mercado & Consumo durante a Apas Show 2026. De acordo com Matsui, a companhia já enfrenta rupturas em categorias como ovos e frangos sustentáveis e orgânicos, mesmo com crescimento da concorrência no segmento. “Nossa produção atual não consegue corresponder à demanda do mercado nacional”, disse. Segundo ele, a empresa vai dobrar a capacidade produtiva até 2030.
Fundada em 1994 e ligada originalmente à filosofia da Igreja Messiânica, a Korin nasceu como uma operação voltada à proteína animal, mas se transformou ao longo dos anos em uma plataforma mais ampla de alimentos saudáveis e insumos agrícolas. Hoje, além de frangos e ovos, a empresa atua também com grãos, produtos processados, bioinsumos e pesquisas voltadas à agricultura e produção animal sem antibióticos. A Korin se apresenta como pioneira no Brasil, há cerca de três décadas, na produção de frangos sem uso de antibióticos como promotores de crescimento.
“O mundo inteiro hoje vive uma preocupação muito forte com resistência bacteriana. Cerca de 73% dos antibióticos produzidos globalmente são usados na produção animal”, afirmou Matsui. Segundo ele, a decisão de não utilizar antibióticos na produção foi recebida com forte resistência décadas atrás, quando a empresa chegou a ser chamada de “irresponsável” por órgãos do setor. “Hoje essa discussão mudou completamente.”
Embora seja frequentemente associada apenas ao segmento orgânico, a Korin trabalha também com uma linha classificada como “sustentável”, baseada em alimentação não transgênica para aves. Segundo o executivo, o objetivo foi ampliar acessibilidade ao consumidor sem abandonar os pilares da companhia. Se utilizássemos grãos transgênicos, o produto seria cerca de 20% a 25% mais barato. Mas isso não faz parte dos nossos valores, afirmou.
O plano de crescimento da companhia inclui ainda fortalecimento da distribuição nacional, entrada em novos canais e ampliação da capilaridade. Atualmente, a Korin mantém operações próprias, lojas físicas e venda direta, além de ampliar parcerias regionais com concentração maior em São Paulo e Rio de Janeiro. A companhia também começou a contratar executivos para apoiar a aceleração. “Temos um plano 30 mais, ou seja, como seremos daqui a 30 anos e isso passa por muito planejamento e execução”, afirmou Matsui.
Além da expansão produtiva, a empresa aposta em novos produtos e categorias. Na Apas Show 2026, a Korin apresentou, por exemplo, uma linha de caldo de ossos rico em proteína e colágeno, além de projetos ligados ao mercado pet. Segundo o executivo, a empresa já fornece matéria-prima para fabricantes premium de ração e desenvolve um eliminador de odores baseado em bioinsumos próprios. “Existe um potencial muito grande ainda para crescer, principalmente na agricultura e em novas verticais”, disse.
Fonte: mercado & consumo
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