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Alimentos orgânicos e suas implicações para a saúde humana

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Rio, 26 de fevereiro de 2017.

Um relatório da Comunidade Europeia analisou as provas científicas existentes sobre o impacto dos alimentos orgânicos na saúde humana dentro da perspectiva da UE e a potencial contribuição das práticas de manejo orgânico no desenvolvimento de sistemas alimentares saudáveis.Poucos estudos abordam diretamente o efeito dos produtos orgânicos sobre a saúde humana e indicam que os mesmos podem reduzir o risco de doenças alérgicas e obesidade, mas esta evidência não é conclusiva.

Os consumidores de alimentos orgânicos tendem a ter, em geral, padrões alimentares mais saudáveis. Experimentos realizados com animais sugerem que uma alimentação composta de forma idêntica de produtos orgânicos ou convencionais tem impactos diferentes no desenvolvimento precoce e na fisiologia, mas o significado destes achados para a saúde humana não é claro.

Na agricultura orgânica, o uso de pesticidas é restrito. Estudos epidemiológicos apontam para os efeitos negativos de certos inseticidas sobre o desenvolvimento cognitivo das crianças nos níveis atuais de exposição. Tais riscos podem ser minimizados utilizando alimentos orgânicos, especialmente durante a gravidez e na infância, e através da introdução de plantas sem agrotóxicos da agricultura convencional.

Existem poucas diferenças conhecidas na composição entre as culturas orgânicas e convencionais. O mais importante, talvez, seja que o teor de cádmio é menor nas culturas orgânicas do que nas culturas convencionais, devido às diferenças no uso de fertilizantes e na matéria orgânica do solo, uma aspeto que é altamente relevante para a saúde humana.

O leite orgânico, e provavelmente também a carne, tem um maior teor de ácidos graxos ômega-3 em comparação com os produtos convencionais, mas isso, à luz de outras fontes dietéticas, não é nutricionalmente significativo.

O constante uso de antibióticos na produção animal convencional é um fator chave na resistência aos antibióticos. A prevenção de doenças animais e a utilização mais restritiva de antibióticos, tal como praticada na produção orgânica, poderiam minimizar este risco, com benefícios potencialmente consideráveis ​​para a saúde pública.

Relatório em inglês: Science and Technology Options Assessment Panel, and managed by the Scientific Foresight Unit (STOA) within the Directorate-General for Parliamentary Research Services (DG EPRS) of the European Parliament.

Autores: Axel Mie, Karolinska Institutet, Department of Clinical Science and Education, Södersjukhuset, Stockholm, Sweden, and Swedish University of Agricultural Sciences (SLU), Centre for Organic Food and Farming (EPOK), Ultuna, Sweden (Executive Summary, Introduction, Chapter 4, 6 & 7, Conclusions, Policy Options).Emmanuelle Kesse-Guyot, Research Unit on Nutritional Epidemiology (U1153 Inserm, U1125 INRA, CNAM, Université Paris 13), Centre of Research in Epidemiology and Statistics Sorbonne Paris Cité, Bobigny, France (Chapter 2).Johannes Kahl, University of Copenhagen, Department of Nutrition, Exercise and Sports, Frederiksberg, Denmark (Chapter 3). Ewa Rembiałkowska, Warsaw University of Life Sciences, Department of Functional & Organic Food & Commodities, Warsaw, Poland (Chapter 4 & 6). Helle Raun Andersen, University of Southern Denmark, Department of Public Health, Odense, Denmark (Chapter 5). Philippe Grandjean, University of Southern Denmark, Department of Public Health, Odense, Denmark, and Harvard T.H. Chan School of Public Health, Department of Environmental Health, Boston, USA (Chapter 5, Conclusions, Policy Options). Stefan Gunnarsson, Swedish University of Agricultural Sciences (SLU), Department of Animal Environment and Health, Skara, Sweden (Chapter 8).

O relatório completo está disponível através do link abaixo:

Implicações na saúde humana dos alimentos orgânicos

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