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Estufa Ecológica – Uso do bambu em bioconstruções

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Rio, 22 de maio de 2021.

A utilização do bambu em bioconstruções, em especial na estrutura de estufas ou cultivos protegidos é muito interessante sob o ponto de vista econômico, pois os materiais utilizados nas estufas convencionais atingem muitas vezes um valor inacessível para grande parte dos agricultores familiares. Essa vantagem no custo menor é o que mais ressalta aos olhos, mas a utilização do bambu nas propriedades deve ser ampliada pela visão da agroecologia, a qual não se atem apenas na viabilidade econômica de uma atividade. Com o enfoque agroecológico entende-se que uma agricultura sustentável deve ser complementada pela questão ambiental e social na construção de processos de desenvolvimento rural sustentável, nos quais o bambu que é considerado “a planta dos mil usos” encaixa-se bem nessa filosofia.

O bambu, por se tratar de uma planta tropical e que produz colmos anualmente sem necessidade de replantio, se apresenta como um grande recurso natural com um imenso potencial agrícola, devido a sua versatilidade, resistência, vitalidade e beleza. Além de ser um eficiente sequestrador de carbono, já que é a planta que cresce mais rápido do que qualquer outra, necessitando de 3 a 6 meses, em média, para que um broto atinja sua altura máxima, que chega a até 30 metros para as espécies gigantes, também apresenta excelentes características físicas, químicas e mecânicas.

Para o agricultor familiar, o bambu traz inúmeras vantagens, pois pode ser utilizado em benefício do agroecossistema, protegendo mananciais e encostas, evitando a erosão, e o condicionamento climático com quebra-ventos favorecendo a fertilidade e sanidade do sistema. Pode trazer benefícios diretos à família do agricultor, através do consumo dos brotos, que são altamente nutritivos; da confecção de móveis, artesanatos e construções rurais, como acontece nos países em que o bambu tem tradição e constrói-se toda a casa do agricultor com os móveis e utensílios; ou benefícios econômicos através da venda de colmos, cada vez mais procurados por diversos setores. Enfim, as possibilidades são limitadas pela criatividade humana, e com este pensamento iniciamos um projeto de valorização do bambu, no qual a construção de estufas é um dos componentes.

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E CONFIRA CARTILHA NA ÍNTEGRA:

Fontes:  CPRA -Centro Paranaense de Referência em Agroecologia/Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento – Paraná

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