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Agricultura regenerativa: ROC, novo selo de certificação orgânica nos EU?

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Rio, 24 de janeiro de 2019.
Foto: feira de produtores orgânicos de Santa Monica, California. CI Orgânicos

O selo de certificação orgânica dos Estados Unidos, o USDA, começa a perder sua hegemonia entre alguns produtores orgânicos e entidades do terceiro sector, que questionam o relaxamento do padrões de certificação. Uma das razões e a permissão que a hidroponia possa ser certificada como orgânica, assim como a produção de alimentos orgânicos em grandes monoculturas.

Espera-se a introdução, para o próximo verão –hemisfério norte–, do primeiro produto com certificação ROC (Certificação Orgânica Regenerativa). Usando a certificação orgânica do USDA como base, o ROC será um selo adicional, que incorpora padrões rigorosos para a saúde do solo, o bem-estar social e animal, e tenta elevar o nível do padrão orgânico.

Lançado por três influentes organizações – Patagónia, Instituto Dr. Bronner e Rodale – a ROC contara com apoio financeiro e dezenas de grandes marcas orgânicas já estão em fase de conclusão de seu programa piloto.  Outra marca adicional, The Real Organic Project, deve concluir seu ajuste, também em 2019. A Demeter, o selo biodinâmico que muitas pessoas veem como ‘além do orgânico’, está passando por um novo marketing que deveria ajudar a aumentar a conscientização da certificação entre os consumidores.

Que significaria tudo isso? Que um novo padrão de ouro na produção e certificação dos alimentos orgânicos pode estar emergindo, e as empresas não querem ficar para trás.  Essa bifurcação – entre produtos que têm apenas o selo orgânico do USDA e aqueles que têm selo orgânico do USDA e um selo ROC – é uma tendência que estaremos observando.

Enquanto a ROC será a certificação que elevaria o padrão da agricultura orgânica nos Estados Unidos, existem inúmeras entidades como a Deméter, Regeneração Internacional, Kiss the Ground, Carbon Underground, The Savory Institute que estão trabalhando para impulsionar a agricultura regenerativa.  Muitas pessoas dentro e fora da indústria orgânica consideram a agricultura regenerativa como uma ferramenta para ajudar a capturar carbono do meio ambiente, mitigar as mudanças climáticas e melhorar a saúde do solo.   As empresas de alimentos também consideram a agricultura regenerativa, não apenas por razões ambientais, mas acreditam que essas práticas resultam em colheitas mais nutritivas.  Espera-se que muitos produtos regenerativos cheguem às prateleiras dos supermercados em 2019 – com certificação ROC ou não – e as empresas farão com que esses produtos sejam parte essencial de seus esforços de marketing.

Fonte: Living Maxwell

 

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