Por que ‘orgânico’ não basta: o verdadeiro alcance da agroecologia
Você acha que comprar alimentos orgânicos já resolve? A resposta pode surpreender: existe uma diferença crucial entre “orgânico” e “agroecológico”, e essa distinção tem impacto direto no meio ambiente, na comunidade rural e nas relações de produção. Vamos entender por que o selo “orgânico” nem sempre significa uma revolução sustentável e o que de fato significa apostar na agroecologia.
O artigo parte da premissa de que o termo “orgânico” tem se popularizado como sinônimo automático de produção sustentável. No entanto, ele alerta que essa associação é imprecisa: o que se entende como orgânico pode não abarcar princípios mais amplos de transformação social e ambiental apesar de evitar agrotóxicos e insumos químicos.
Já o conceito de agroecologia vai além da simples proibição de agrotóxicos: envolve uma visão integrada da agricultura, que engloba justiça social, soberania alimentar, diversificação produtiva, valorização do trabalho rural e vínculos com a comunidade.
Um ponto central é que a certificação “orgânica” pode ocorrer em sistemas que permanecem muito próximos da lógica do agronegócio ou da monocultura ou seja, insumos químicos são trocados por homologados, mas a lógica produtiva, de mercado e de escala permanece praticamente a mesma.
Em contraste, a agroecologia propõe uma mudança de paradigma: produção mais diversificada, menor dependência de insumos externos, valorização dos saberes locais, reivindicação de direitos dos trabalhadores rurais e o reconhecimento de que a alimentação é também um direito social.
O artigo destaca que essa distinção importa para o consumidor: ao ler “orgânico”, precisamos questionar será que este alimento realmente vem de um sistema que respeita o solo, a biodiversidade, o trabalhador e a comunidade? Ou simplesmente evita agrotóxicos enquanto permanece em uma lógica produtiva convencional?
Outro aspecto relevante: a produção orgânica pode ainda depender fortemente de cadeias longas, mercados de exportação, certificações caras fatores que dificultam a transição para verdadeiros sistemas agroecológicos, mais locais, participativos e autônomos.
O artigo também aponta para a necessidade de políticas públicas que favoreçam a agroecologia — não apenas como nicho de mercado, mas como estruturação de sistemas alimentares mais justos, sustentáveis e resilientes frente às crises ambientais e sociais. Sem essa perspectiva, o “orgânico” corre o risco de ser mera embalagem verde.
Em resumo, o convite feito pelo texto é para ir além da etiqueta: consumir com consciência, apoiar práticas que fortaleçam a agroecologia e entender que o “orgânico” pode até ser uma porta de entrada importante mas não é, por si só, sinônimo de transformação sustentável. A escolha por sistemas agroecológicos implica repensar o modo de produzir, distribuir e consumir alimentos.
Por Jean Marc von der Weid
Fonte: Outras Palavras
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