Consumidor de Orgânicos

Empresas de cosméticos orgânicos crescem e enfrentam o desafio da regulamentação

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Rio, 20 de agosto de 2018.
Produtos da marca Cativa. Foto: Sylvia Wachsner

A demanda por produtos naturais chegou às gôndolas de cosméticos do país. Empresas do mercado estimam que hoje o setor movimente R$ 3 bilhões e tenha potencial para seguir num ritmo de crescimento de 20% ao ano. Empresas especializadas em cosméticos verdes têm expandido os negócios, enquanto outras buscam certificações para atestar a qualidade do que vendem.

Os selos de certificação são emitidos por empresas como a francesa Ecocert e o IBD. Pelas normas da Ecocert, um cosmético só é considerado natural se tiver em sua composição 95% de ingredientes da natureza. Para ser considerado orgânico é preciso cumprir esse requisito e que 20% dos ingredientes do produto tenham origem orgânica certificada.

Segundo a coordenadora da Ecocert, Priscila Hauffe, o fato de o Brasil não ter regras claras de fabricação intimida algumas marcas. Nos últimos sete anos, porém, o número de empresas certificadas pela Ecocert no mercado brasileiro mais que triplicou.

Em geral, o investimento em pesquisas, fornecimento e fabricação para quem quer entrar nesse mercado é alto, e o retorno demora. Ainda assim, muitos empresários vislumbram uma oportunidade de negócios com produtos mais naturais. É o caso dos sócios Breno Bittencourt Jorge, 40, e Caroline Villar, 41, da Souvie que já investiram R$30 milhões, em pesquisas e testes dos produtos, desta  empresa lançada em 2015.

O Empório Sartori  surgiu a partir do pomar da família de Sabrina Sartori, 31, no interior de São Paulo. Com 2.500 espécies diferentes de frutas, é de lá que saem as pitaias, sapotis e uvaias usadas na fabricação dos 12 itens da marca. Os cosméticos são vendidos hoje por preços que vão de R$ 15 a R$ 40 em lojas, jardins botânicos, farmácias de manipulação e resorts do país. Algumas empresas apostam nas franquias como maneira de crescer como a Simple Organic de Florianópolis.

A Surya Brasil foi a primeira empresa de cosméticos naturais, com uma hena em pó quando ninguém falava do assunto, em 1995. A empresa tem hoje 11 lojas e opera em 40 países. “Estamos analisando a abertura de uma nova unidade fabril, possivelmente na Europa afim de facilitar o processo de exportação”, conta a dona da marca, Clélia Angelon, 68. “Chegamos a um ponto de equilíbrio há algum tempo. A partir de agora é conquistar mais mercado.”

“É preciso saber que você não estará somente vendendo um produto, mas que todas as ações para o desenvolvimento e/ou entrega deste atinge direta ou indiretamente alguém”, afirma. “Não se esqueça de que seu maior legado é o que você irá deixar para mundo”, afirmou Clélia.

Leia a matéria completa, fonte: Folha de SP

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