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Agroecologia Métodos e Técnicas para uma Agricultura Sustentável

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Rio, 6 de fevereiro de 2021.

A insuficiência de serviços de assistência técnica para agricultores familiares no Brasil é um fator limitante para o setor, que representa 77% dos estabelecimentos rurais e é responsável por 70% dos alimentos consumidos no Brasil. Apenas 21% das unidades produtivas familiares do país recebem apoio técnico. Buscando mudar essa realidade em seu território de atuação, a Organização de Conservação da Terra apoia agricultores na Área de Proteção Ambiental do Pratigi, chegando a 500 famílias no período de 2012 a 2017. Destes, 20 foram capacitados para ser Agricultores Multiplicadores de Agricultura Sustentável (AMAS).

Os AMAS realizam intercâmbios e oficinas repassando conhecimentos relacionados ao manejo, agroecologia, implantação de SAF, organização socioprodutiva, beneficiamento, medidas de saúde e segurança, adequação de imóveis para obtenção de certificação. Suas propriedades são adequadas socio ambientalmente, com base na Norma da Rede de Agricultura Sustentável. Em 2015, as experiências dos AMAS com implantação de SAF foram sistematizadas em um Guia – SAF: da implantação ao manejo. Apesar do pouco tempo de atuação como agentes de extensão rural participativa, já é possível perceber suas influências nas comunidades, pela adoção das novas técnicas a participação em capacitações. Maior período de monitoramento se faz necessário para verificar o impacto gerado. A formação de novos grupos para certificação orgânica, com agricultores influenciados pelos AMAS, aponta que esse pode ser o caminho desejado para autonomia das comunidades e a sustentabilidade dos projetos em longo prazo.

A formação de AMAS pode representar um marco na sustentabilidade das ações implementadas deste e de outros projetos, pois espera-se que as comunidades passem a ser capazes de protagonizar o seu desenvolvimento e crescimento com autonomia, uma vez que dominam técnicas de manejo conservacionista e tecnologias alternativas de baixo custo e impacto, estão organizadas socialmente e fazem a gestão socioambiental de suas propriedades.

Esperamos que os AMAS continuem sendo motivadores, estimulando outros agricultores a integrar o grupo e a compartilhar os conhecimentos acumulados, gerando cada vez mais impactos positivos no território Baixo Sul do Estado da Bahia. No entanto, faz-se necessária a continuação do monitoramento e avaliação dos impactos para aferir novas contribuições, adaptando e consolidando a metodologia para facilitar a reaplicação.

Fonte: Agroecologia Métodos e Técnicas para uma Agricultura Sustentável

Clique na imagem abaixo e confira o estudo na íntegra!

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