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Nos EUA, batata geneticamente modificada passa a ser considerada de alto risco

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Rio, 7 de novembro de 2018.
Foto: Sylvia Wachsner

A batata foi adicionada à lista de alimentos de alto risco de acordo com o Non-GMO Project Standard (Projeto Não-OGM), porque uma variedade de batata OGM (Organismos Geneticamente Modificados) passou a estar amplamente disponível comercialmente nos Estados Unidos. Para determinar quando uma cultura precisa ser movida da lista de Risco Monitorado para a lista de Alto Risco, o projeto utiliza um conjunto estabelecido de critérios relacionados à probabilidade de contaminação com OGMs na cadeia de fornecimento convencional e não-OGM. Como resultado dessa mudança, os produtos feitos com batata estarão sujeitos a um exame extra antes que eles possam ser classificados como não-OGM.

No mercado desde 2015, a batata OGM desenvolvida pela J.R. Simplot foi projetada através de um método de silenciamento de genes chamado RNA de interferência (RNAi). Esta técnica de engenharia genética resulta em uma batata que esconde os sintomas de “hematomas escuros”. Atualmente, as batatas transgênicas estão sendo comercializadas sob a marca Simplot Innate, encontrada sob a marca White Russet.

“O escurecimento é a maneira mais visível da natureza de informar que um produto está apodrecendo. Os OGMs que usam o RNAi para mascarar os sinais de ‘hematomas escuros’ podem levar os consumidores a ingerir inadvertidamente um produto tóxico e não saudável”, diz Megan Westgate, diretora executiva do Projeto Não-OGM.

O Projeto Não-OGM também anunciou hoje que uma nova variedade de soja, produzida com um tipo de edição genética chamada TALEN, foi adicionada à sua lista de alto risco. Desenvolvimentos em biotecnologia estão acontecendo tão rapidamente que o projeto agora tem duas equipes de pesquisa em tempo integral dedicadas ao monitoramento.

Segundo Westgate, “os riscos de novos transgênicos na cadeia de fornecimento que estamos vendo agora não têm precedentes. Não apenas novas técnicas de engenharia genética  estão sendo usadas, mas em alguns casos, empresas de biotecnologia estão usando argumentos não científicos para enganar o público, fazendo-os pensar que seus produtos não são transgênicos”.

O Non-GMO Project mantém uma posição firme de que qualquer coisa produzida com engenharia genética, como RNAi, TALEN ou CRISPR, é um OGM. Embora impopular junto às empresas de biotecnologia, essa posição está alinhada com a decisão de julho de 2018 do Tribunal de Justiça da União Européia, que determinou que esses novos transgênicos estão sujeitos à regulamentação da Diretiva OGM da UE.

“Nossa equipe de pesquisa monitora continuamente cerca de 250 empresas envolvidas em engenharia genética – não apenas como as técnicas estão evoluindo, mas também quais produtos específicos estão sendo criados e como eles estão impactando a cadeia de fornecimento”, afirma Westgate.

O Projeto Não-OGM está empenhado em garantir que todos tenham a informação necessária para fazer uma escolha informada, a fim de evitar todos os tipos de OGM. Como padrão-ouro para os compradores que procuram evitar os OGM, o projeto continuará a liderar o caminho para enfrentar os riscos colocados pelos novos organismos geneticamente modificados.

Matéria traduzida e adaptada por Jéssica Silvano – OrganicsNet / CI Orgânicos.

Fonte: Non-GMO Project 

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