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No Amazonas, produtores de guaraná adotarão práticas agrícolas mais sustentáveis

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Rio, 20 de setembro de 2018.
Foto: Felipe Santos da Rosa (Embrapa)

Os produtores de Urucará, Apuí e Maués, no Amazonas, com o apoio da Coca-Cola Brasil e do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), passarão a adotar práticas agrícolas ainda mais sustentáveis no cultivo do guaraná com a utilização da plataforma FSA-SAI (Iniciativa para uma Agricultura Sustentável – Sustainable Agriculture Iniciative). Utilizada em mais de 26 países, a meta é facilitar a absorção de melhores práticas de gestão compartilhada pelas indústrias e produtores agrícolas para modelos com padrões de avaliação de sustentabilidade.

“Existem vários padrões que avaliam como os processos de produção agrícola estão sendo realizados. O SAI se destaca porque contempla praticamente 100% das melhores boas práticas encontradas em outros protocolos internacionais, com a vantagem de oferecer uma plataforma na internet para a comercialização entre os membros do SAI”, explicou o agrônomo João Carlos Santos, especialista em agricultura para o Amazonas da Coca-Cola Brasil.

A plataforma, criada em 2002, ajuda produtores e empresas de bebida e alimentação no mundo inteiro a produzir, vender e procurar produtos agrícolas cada vez mais sustentáveis, atendendo aos requisitos do SAI. No Brasil, é adotada em culturas como cevada, milho, trigo, laranja e café. E passa a ser implementada no Amazonas de forma pioneira para a cultura do guaraná.

Coleta de dados

Para dar início a implementação da plataforma SAI, um questionário de 83 perguntas, com base em práticas agrícolas sustentáveis reconhecidas na indústria de alimentos e bebidas, abrangendo aspectos ambientais, de gestão, sociais e os agronômicos, foi aplicado aos produtores do município de Urucará, em caráter piloto, para avaliar a atuação deles em campo e o cultivo do guaraná.

A aplicação do questionário foi conduzida por uma produtora da própria comunidade, que recebeu orientação técnica da Coca-Cola Brasil e do Imaflora. Clícia Almeida, responsável pela coleta de dados, conta que a experiência foi construtiva. “Percebi o quanto todos queremos ter acesso a mais tecnologia, inovações e informações”, destacou.

Para a produtora Maria de Lourdes, uma das participantes da pesquisa, já foi possível identificar os pontos que precisam ser melhorados em sua propriedade. “Respondemos ao questionário e eu já fui percebendo que tenho de melhorar a limpeza do guaranazal. Se não fizermos isso não melhora. Temos que nos dedicar e cuidar porque isso vai fazer aumentar a nossa colheita. E assim vamos ter um produto muito melhor”, avaliou.

Alguns itens identificados na primeira amostragem, de acordo com João Carlos Santos, apontam para questões como o uso de banheiros no campo, documentação da terra, equipamentos de segurança e treinamento da legislação trabalhista. “Os padrões para certificação da agricultura familiar são peculiares no mundo. No Brasil, é de forma segmentada. No Amazonas, quase a totalidade da produção vem da agricultura familiar. Por isso, a plataforma SAI foi escolhida permitindo um diálogo amplo e aplicação dos critérios que bem expressam a maneira de produção local”, explica.

Fonte: Redação – Portal Em Tempo

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