Embalagens

França proíbe embalagens plásticas para frutas e legumes a fim de reduzir lixo

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Rio, 4 de janeiro de 2022.

Na França a venda de frutas e legumes em embalagens plásticas. Esta é mais uma medida tomada pelo governo para reduzir a produção de resíduos plásticos no país.

Com a decisão, legumes como pepinos ou brócolis não poderão mais ser vendidos nos supermercados embrulhados em celofane. As frutas, como maçãs ou kiwis, não poderão ser vendidas em sacos ou recipientes de plástico.

A medida deve mudar a venda de cerca de 30 tipos de frutas e legumes, comercializados principalmente por grandes distribuidores. De acordo com a fundação Heinrich Boll, 37% das frutas e dos legumes consumidos na França são embalados em plástico.

A decisão faz parte da lei antirresíduos aprovada no início de 2020, que, entre outras medidas, proibiu a venda ou a entrega de talheres e copos de plástico descartável.

Mudança para papel

A indústria alimentícia teve dois anos para se adaptar à nova regra. A empresa “Lou Légumes”, que produz 8.000 toneladas de cogumelos por ano na Bretanha (oeste da França), teve que reorganizar toda a cadeia para mudar sua embalagem.

“Os cogumelos são um produto muito úmido, por isso fizemos três anos de testes até encontrar uma bandeja de papelão apropriada”, explica Emmanuelle Roze, diretora do negócio familiar.

“O papelão é quatro vezes mais volumoso. Nossos cogumelos são colhidos e colocados diretamente nas bandejas. Portanto, fomos forçados a mudar nosso método de coleta de cogumelos. Temos um aumento no custo de embalagem, temos um aumento no custo de mão de obra e isto ainda não acabou, porque temos que encontrar uma solução para remover o plástico-filme que está lá”, diz Roze.

As multas para quem não respeitar a regra podem chegar a 15 mil euros (R$ 95 mil).

O decreto presidencial, no entanto, abre exceções: os produtos vendidos em embalagens com mais de 1,5 kg poderão continuar a usar plástico. Frutas sensíveis, que precisam de proteção extra, como amoras, também estarão protegidas da medida agora. Nesses casos, a indústria vai ganhar um prazo extra para se adaptar que pode ir até 2026, segundo o jornal econômico JDD.

Leia a notícia completa, fonte: G1

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