Consumidor de Orgânicos

Alemanha mas lidera consumo de orgânicos na Europa

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Rio, 15 de fevereiro de 2014.
foto: CI Orgânicos
foto: CI Orgânicos

Na Alemanha as vendas de orgânicos triplicaram, que só ficam atrás dos EUA no ranking de consumo mundial.

No segundo maior mercado de orgânicos do mundo, a demanda por esse tipo de alimento cresce, mas a área de cultivo está caindo representando apenas 6,3% do solo disponível para plantio. Austrália lidera a produção mundial de orgânicos e os Estados Unidos são os maiores consumidores mundiais.

A confiança nas fazendas que recebem a certificação orgânica aumenta entre os consumidores. “A vantagem decisiva do selo orgânico ou ecológico é que esses conceitos são bem definidos”, afirma Andreas Winkler, da organização alemã de proteção ao consumidor Foodwatch. O especialistas completa que a certificação assegura padrões mínimos orgânicos.

As receitas chegam a mais de sete bilhões de euros na Alemanha (cerca de 23 bilhões de reais), conta Hanns-Christoph Eiden, presidente da Agência Federal para Agricultura e Alimentação, BLE, responsável por essa certificação no país. No Brasil, segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o mercado atual de produtos orgânicos passa dos R$500 milhões, com um crescimento aproximado de 20% ao ano.

O alimento orgânico é facilmente relacionado a uma vida saudável. Segundo Winkler, em partes essa relação é verdadeira. “Tanto a certificação orgânica europeia, quanto a regulamentação ecológica europeia garantem, por exemplo, que pesticidas não são usados e que os agricultores não utilizam adubos minerais”, afirma.

O especialista enumera também que o selo garante que os animais não são alimentados com ração originária de plantas geneticamente modificadas, além de limitar a quantidade de aditivos. “Para os produtos convencionais, há cerca de 320 aditivos liberados, no setor orgânico são menos de 50”, reforça Winkler.

Fazendas sustentáveis

Na Alemanha  apenas sete em cada cem fazendas são orgânicas.  Ao todo, são cerca de 20 mil propriedades rurais que seguem os métodos sustentáveis, o equivalente a mais de um milhão de hectares,  apenas 6% da área utilizada no país.

O número de agricultores especializados no cultivo orgânico, inclusive, diminuiu. Segundo Eiden, essa redução ocorreu porque, apesar da grande demanda, a questão da rentabilidade ainda pesa.

O valor do arrendamento da terra, os custos de produção, assim como o preço de venda desses produtos no mercado são altos – e a disponibilidade do consumidor em pagar esses altos custos de produção é pequena.

“Assim, a questão da importação de produtos ecológicos e a confiança na produção orgânica são um importante tema para os consumidores alemães”, conta Eiden. Fazendas orgânicas alemãs frequentemente são manchetes nos jornais, pois alguns produtos utilizados, como ração animais, vêm de países em desenvolvimento que não seguem os padrões europeus.

Grande variedade

Segundo o BLE, 70 certificações na Alemanha seguem padrões equivalentes aos europeus. O controle é feito por meio de visitas regulares, realizadas por empresas terceirizadas. “Com base em documentos, os agricultores alemães podem saber se os produtos vindo de outros países, que serão utilizados na sua propriedade, seguem padrões de sustentabilidade”, diz Eiden.

“Atualmente há centenas, ou talvez milhares, de etiquetas no setor alimentício. Os consumidores não conseguem reconhecer nos supermercados as certificações sérias e das estratégias de marketing, utilizados pela indústria alimentícia para dar uma melhor imagem e melhor qualidade para seu produto”, diz Winkler.

A Foodwatch exige regras mais claras de certificação que compreendam a composição nutricional, a origem e a utilização de transgênicos, reforça Winkler.

fontes: Deutsche Welle, UOL Noticias

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