Produtor de Orgânicos

Agricultura regenerativa permite empresa reduzir pegada de carbono

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Rio, 1 de novembro de 2019.
foto: WhiteOak Pastures, divulgação site empresa.

White Oak Pastures é uma fazenda multigeracional de 1.300 hectares  localizada no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Em 1995 empenhado em desenvolver na fazenda uma agricultura regenerativa, Will Harris, da quarta-geração de produtores, fez a transição de suas operações agrícolas convencionais para um programa de gado alimentado a pasto. Hoje, a White Oak Pastures é a maior fazenda orgânica certificada da Geórgia, criando 10 espécies de animais: gado, cabras, ovelhas, porcos, coelhos, galinhas, perus, patos e gansos. A empresa orgulha-se em fornecer aos clientes carne e aves com certificação de bem-estar animal enquanto regenera o solo degradado.

Will Harris é muitas coisas para muitas pessoas. Para chefs e gourmets, ele é um lendário fazendeiro que produz algumas das melhores carnes criadas a pasto do mundo, nas quais pode-se degustar o sabor do “terroir” do sul da Geórgia. Para atletas, esportistas e consumidores preocupados com a saúde, ele é o dono da White Oak Pastures, que transporta proteínas não transgênicas, para a sua porta. Para as comunidades vizinhas ele é o maior empregador privado do condado e para seus colegas é uma inspiração.

É conhecido que as emissões de carbono da produção industrializada de carne bovina são um contribuinte importante das  mudanças climáticas provocadas pelo homem. A FAO, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação estima que a pecuária é responsável por pelo menos 14,5% dos gases de efeito estufa que estão sendo liberados no mundo. Essa instituição também projeta que até 2050, o consumo global de carne crescerá exponencialmente e alcançaria 105 milhões de toneladas.

Existem muitas estatísticas sobre como o consumo da carne bovina prejudica o meio ambiente mas, os cientistas da Quantis, uma das empresas de design e pesquisa ambiental mais respeitadas do mundo, não estavam convencidos.

A White Oak Pastures for escolhida pela a Quantis para realizar uma Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) da carne bovina e “contabilizar os impactos energéticos e ambientais através de todas as etapas da vida do produto. Usando a amostragem do solo e dados obtidos em 2017, o ACV analisou a pegada global dos gases de efeito estufa da fazenda que incluíram as emissões entéricas (arrotos e gás) dos bovinos, emissões de esterco, atividades agrícolas, abate, transporte e o sequestro de carbono através de solo e da matéria vegetal.

A equipe de pesquisa ficou muito empolgada com os resultados que confirma que “com base na amostragem histórica, os campos holisticamente manejados da empresa passaram de 1% de matéria orgânica no solo para 5%. A matéria orgânica do solo é um indicador-chave da saúde do solo entre outros fatores”. “A estabilidade agregada, que indica o estado que o solo se mantém sob a chuva, incrementou em 4 vezes.”

São mais de 25 anos que Will Harris começou a tratar os pastos de seu bisavô como ecossistemas completos e conseguiu isso criando diversas  espécies de animais como gado, ovelhas, porcos, cabras, coelhos, gansos, perus, galinhas e patos  dentro de um manejo holístico.  Na fazenda encontram-se uma diversidade de plantas, milhões de insectos, bilhões de fungos e bactérias que regeneram o solo.

A fazenda de resíduos zero opera com um modelo de carbono “economize mais do que gasta”. Em vez de produzir emissões líquidas, seu gado alimentado com capim sequestra mais do que produz.

Os dados da Avaliação do Ciclo de Vida indicam que a White Oak Pastures compensa pelo menos 100% das emissões de carbono da carne bovina da fazenda e até 85% das emissões totais de carbono da fazenda.

Leia  a material completa: Prnewswire

 

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