Produtor de Orgânicos

Consumidor procura alimentos personalizados

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Rio, 15 de novembro de 2013.
“É necessário elaborar estratégicas de desenvolvimento de novos produtos alimentícios”, afirmou Mauro de Rezende Lopes, coordenador de Projetos do Centro de Estudos Agrícolas da FGV. Foto: Debora 70

Tendências de investimentos em novos produtos, exigências dos consumidores no Brasil, mudanças nas estratégias da indústria e seus investimentos, reações e estratégias das empresas dentro da concorrência, entre outros, foram assuntos abordados por Mauro Rezende Lopes, coordenador de Projetos do Centro de Estudos Agrícolas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele participou do primeiro dia do 14º Congresso de Agribusiness da SNA, 7 de novembro, como palestrante do painel “Viabilidade econômica, social e ambiental do sistema agroalimentar”. Lopes debateu sobre a “Ênfase nas estratégias da indústria”.

Avaliando a agroindústria no país, Lopes afirmou que o portfólio do mercado brasileiro é bem modesto e, por isso, não é personalizado. A partir de uma pesquisa realizada com duas cooperativas e duas empresas do segmento, salientou ele, foi observada uma mudança de postura das indústrias em relação aos distribuidores, afinal de contas, eles estão mais próximos dos consumidores e, por consequência, de suas preferências.

Como estratégia, segundo o coordenador da FGV, foi notada a necessidade de capacitar distribuidores para promoção dos produtos; avaliar melhor os novos padrões da acirrada concorrência; apresentar itens personalizados – frutos, inclusive, de pesquisas -; otimizar as marcas; perceber o valor do produto pelos clientes; evitar o nomadismo (troca-troca); e, por fim, buscar um relacionamento duradouro com o consumidor final.

De acordo com Lopes, os chamados novos produtos não são commodities – funcionam como a soma do produto mais a ambiência dentro da empresa. E eles devem favorecer um novo elo da indústria de itens “de tendência” do mercado, embasados em uma estrutura organizacional e de pessoas, associados a avanços em tecnologia de informação e dos indicadores de desempenho industrial. “É difícil, principalmente por causa do câmbio, sustentar a oferta de produtos nacionais ou nacionalizados. Hoje, importamos muitos produtos de tendência e, por isso, é necessário avançarmos com novas tecnologias, até porque o consumidor está cada vez mais informado”, disse.

Por equipe SNA/RJ

 

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