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Agroecologia nas escolas públicas: educação ambiental e resgate de saberes populares

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Rio, 15 de abril de 2021.

A reflexão sobre as relações entre as escolas e seus territórios ocupam um lugar de destaque nos debates atuais em Educação. Essa ideia integrativa dos processos educativos carrega consigo a concepção de escola enquanto um espaço/tempo de encontro entre pessoas que compartilham trabalhos e sonhos comuns mas que, como tesouros escondidos, só ganham sentido ao serem comunicados e identificados enquanto ato sociopolítico, territorial e, portanto, cultural.

A escola, assim como as demais instituições humanas, formam parte do seu entorno e seu desenvolvimento se dá através do território, seja qual for a sua proporção. Esse espaço/tempo educativo escolar é significado como parte do território em que vivemos porque com ele estabelecemos vínculos emocionais, físicos e culturais, ou seja, através dele nos conformamos existencialmente e nossas “conformações simbólicas” nos acompanham continuamente por mais que em constantes ressignificações. Desta forma, é parte constitutiva significativa doimaginário do que seria “a nossa” comunidade.

Ao compreender a escola enquanto comunidade, atribuímos ao território escolar um caráter de permeabilidade que tende a diminuir a altura simbólica dos muros e grades que a cercam. Transformam a escola em um importante nó de uma rede existencial que, por estar em constante interação, constitui-se numa rede educativa que alterna formalidade, informalidade e não-formalidade em um exercício identitário constante e inerente ao processo cultural humano.

Deste paradigma educacional partem os princípios de conceitos como Redes de Aprendizagem, Bairro-escola, Territórios Educativos, Cidade Educadora e Comunidades de Aprendizagem que compartilham de princípios da Educação Popular, para a qual o processo educativo é um fenômeno dependente da realidade concreta dos sujeitos. Fundamenta sua abordagem pedagógica trazendo à tona o poder de transformador social e cultural destes processos e materializa suas intenções pelo uso de metodologias que encorajam o envolvimento e o compromisso de toda a comunidade em que se inserem as escolas, orientadas pelos anseios humanos de liberdade, justiça, igualdade e felicidade.

Neste sentido o projeto “Agroecologia nas escolas públicas: educação ambiental e resgate de saberes populares” da UFPR Setor Litoral se propõe a experimentar e estimular aberturas nos espaços formais dos currículos escolares para promover uma maior integração entre sujeitos que fazem a escola e os elementos culturais que transpassam o território que a compreende.

Esse projeto teve sua origem no projeto “Traços culturais da comunidade da Ilha de Valadares” (vigente entre 2015 e 2018) que realizou ações voltadas ao fomento e à valorização da cultura e de atividades tradicionais caiçaras junto à comunidade e escolas municipais de Paranaguá/PR. Em 2019, as atividades passaram a ser desenvolvidas nas escolas: Escola Municipal do Campo Luiz Andreoli e Escola Municipal Profa Sully da Rosa Vilarinho. Atualmente envolve estudantes, educadoras e demais servidores das referidas escolas, bem como docentes e estudantes de cursos de graduação e licenciatura da UFPR Litoral.

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Fonte:UFPR

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