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Uso e perspectivas dos defensivos agrícolas naturais

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Rio, 25 de maio de 2020.

O agronegócio brasileiro é líder mundial no setor, ocupando posição de destaque no cenário internacional. Essa liderança implica em uma crescente dependência de insumos importados. Dentre os insumos, os agrotóxicos são cada vez mais utilizados, tanto em volume, como em quantidade de ingrediente ativo/área. O consumo brasileiro é equivalente a cerca de 20% de todos os agrotóxicos produzidos no mundo, e em 2014, as vendas foram superiores a US$ 12 bilhões, três vezes superior ao ano de 2007. Esses dados refletem a importância do controle químico na produção agrícola nacional, que apresenta características atraentes, como a simplicidade, a previsibilidade e a necessidade de pouco entendimento de processos básicos do agroecossistema para a sua aplicação.

Entretanto, esse aumento tem promovido problemas ambientais e contaminação de alimentos, e consequentemente há uma crescente pressão, por parte da sociedade, pela redução do impacto ambiental e social das atividades agrícolas. Em contraste a esse modelo, o desenvolvimento de sistemas que buscam obter vantagens das interações de ocorrência natural, dando ênfase ao manejo das relações biológicas e processos naturais, estão em plena expansão no mundo, incluindo o Brasil, principalmente nas pequenas e médias propriedades agrícolas e na agricultura familiar.

Felizmente, essa expansão também se observa, mais recentemente, em grandes propriedades agrícolas. Tendo sido iniciada por meio de fundações ou organizações não governamentais, hoje a pesquisa com sistemas agrícolas alternativos ganha impulso e se amplia para diversos setores empresariais e também nas instituições públicas de pesquisa agropecuária. Dessa forma, o mercado de defensivos agrícolas naturais, principalmente capitaneado 18 SUMÁRIO pelo controle biológico, está crescendo cerca de 16% ao ano no mundo. No Brasil esse segmento do agronegócio já representa de 3 a 5% das vendas dos pesticidas químicos. Esse movimento tem colocado em discussão o uso de “defensivos agrícolas naturais” como fundamental para a produção saudável de alimentos. Os defensivos agrícolas naturais são os produtos originários de partes de, ou compostos por plantas, microrganismos, animais e minerais. Os pesquisadores do setor, sentindo a necessidade de discutir mais profundamente o tema, idealizaram o Congresso Brasileiro de Defensivos Agrícolas Naturais.

Clique na imagem abaixo e confira trabalho da Embrapa Meio Ambiente:

Fonte: Embrapa Meio Ambiente

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