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Agricultura regenerativa: a próxima tendência no varejo de alimentos

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Rio, 30 de novembro de 2021.
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A General Mills anunciou em 2019, que até 2030, em um milhão de acres de terra,  começaria a obter uma parte de seu milho, trigo, laticínios e açúcar de agricultores engajados em práticas de agricultura regenerativa. No início de 2020, o varejista norte-americano Whole Foods, comunicou que a primeira tendencia alimentar, apesar da pandemia e o comércio eletrônico, seria a agricultura regenerativa. 

Recentemente  PepsiCo indicou que em 7 milhões de acres de suas terras agrícolas, estava adotando práticas de agricultura regenerativa,  Cargill comunicou que, até 2030,  pretende fazer o mesmo em 10 milhões de acres.  Outras empresas como a Danone, Unilever, Hormel, Target e Land O ’Lakes, realizaram declarações similares.

Para Jack Ulrich, futurista e CEO da The School of Unlearning, esta é uma importante tendencia, mesmo que  os números possam parecer modestos, lembrando  que  somente 5 milhões de acres de terras agrícolas estão atualmente dedicados às práticas de agricultura orgânica. 

Além do orgânico

A agricultura regenerativa, em seu nível mais básico, representa praticas mais amigáveis que poderiam ser consideradas o próximo passo além do orgânico e da sustentabilidade. Embora não exista, ainda,  uma definição oficialmente aceita, este tipo de agricultura emprega práticas que restauram os solos degradados, busca se afastar dos fertilizantes sintéticos, monoculturas, minimiza o uso de produtos químicos, melhoram a biodiversidade entre os polinizadores  e aumentam a captura de carbono no solo. O resultado final é que a agricultura regenerativa produz alimentos mais saudáveis, ao mesmo tempo que serve para aumentar a produtividade e os lucros do agricultor.

Crescente Demanda do Consumidor

De acordo com a Nielsen, 75% dos millennials estão mudando seus hábitos de compra pensando no meio ambiente. Esse sentimento, é claro, nem sempre se materializa em ações tangíveis dos consumidores.  Espera-se que, com  aos avanços tecnológicos em satélites, sensores inteligentes e Blockchain, num futuro próximo, os consumidores contaram com ferramentas para rastrear o desempenho dos produtores de alimentos das emissões de dióxido de carbono e carbono sequestro de solo, uso de água e biodiversidade. Estima-se que a geração do milênio e da Geração Z  estejam cada vez mais comprometidos em comprar o tipo de alimentos “ecologicamente corretos.” 

Tornando-se certificado

O próximo passo na transição  é a certificação,   criar um selo  que permita ao consumidor se conectar com o conjunto completo de seus valores. Em 2020, o Savory Institute concedeu seu primeiro selo “Ecological OutCome Verification (EOV) às últimas barras de proteína da Epic, certificando que sua carne bovina foi criada com práticas de agricultura regenerativa.

A Regenerative Organic Alliance anunciou seu selo “Regenerative Organic” e, criou três níveis de  certificação: bronze, prata e ouro. Este tipo de certificação dá aos produtores o tempo e a flexibilidade necessários para atualizar suas práticas e processos. Com o tempo,  varejistas de alimentos  esperam que a certificação de terceira parte, melhore e a rotulagem se torne mais influente em seus hábitos de compra.

Leia o artigo completo, rontes: Artigo de Jack Uldrich,  Forbes, e Equipe BeefPoint.

 

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