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Cooperativas do MST desejam captar R$ 17.5 milhões em CRA

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Rio, 16 de julho de 2021.
Terra Livre, arroz orgânico, foto: CI Orgânicos

Um grupo de sete cooperativas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um prospecto preliminar com o plano de captar, no mercado financeiro, R$ 17.5 milhões com uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), instrumento que se tornou famoso nos últimos anos entre grandes produtores e companhias do setor para financiar a produção. 

A maior parte das cooperativas, que atuam na região sul,  foram criadas na primeira metade da década de 90, com a consolidação de assentamentos de trabalhadores rurais estabelecidos pelo INCRA.  Atuam nos programas de compras de do setor publica, no varejo regional e algumas  exportam sua produção.  

A emissão de CRA  terá um tíquete mínimo bem baixo, na intenção de incentivar a participação das pessoas físicas. Qualquer pessoa interessada poderá investir R$ 100 no CRA, que são lastreados em Cédulas de Produto Rural Financeira (CPR-F), com garantia em produção futura e emitidas em favor da Gaia Impacto, a securitizadora da emissão de CRA.  

A emissão terá uma cota “sênior” de R$ 14.5 milhões, e outra cota, “subordinada”, cuja colocação será privada.

As sete cooperativas são conhecidas pela produção orgânica ou agroecologia e pela valorização de boas praticas ambientais. 

Cootap  

Uma das mais conhecidas, a Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegre Ltda. (Cootap), fundada em 1995,  é  responsável pela maior produção de arroz agroecológico do país, que chega a 20.000 toneladas ao ano. Comercializam no mercado interno e exportam  para os Estados Unidos e a Europa.

Desde 2004, são certificados como CERES, como orgânicos pela IMO Control do Brasil para venda no mercado nacional sob a marca “Terra Livre”. 

A Cootap também possui grupos de trabalho voltados para o segmento de hortas e frutas,  leite, padarias e hoje é composta por 1.462 famílias assentadas de 21 assentamentos espalhados por 16 municípios.  

Coana  

Entre as maiores cooperativas de reforma agrária do Paraná, criada em 1995, a Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária Avante (Coana) atua em diversos segmentos, produzindo desde  lácteos, arroz, óleos, cereais, farinhas, criação de animais, frutas e processados de frutas, cana e seus derivados e madeira. Seus produtos aparecem nos mercados sob a marca “Campo Vivo”.  

Além do apoio à produção, sempre em caráter agroecológico e orgânico, a Coana também apoia a implantação de reflorestamento com inclusão social e econômica em pequenas propriedades.  

Coapar  

A Cooperativa de Produção, Industrialização e Comercialização Agropecuária dos Assentados e Agricultores Familiares da Região Noroeste do Estado de São Paulo (Coapar), formada em abril de 2001, é uma das poucas cooperativas de fora da região Sul nessa emissão, é uma referência para os assentados e conta com mais  de 900 familias. 

Os principais itens são  lácteos,  hortifrúti e feijão. Apoia, também  no beneficiamento e a industrialização da produção. Seus produtos, vendidos sob as marcas “Melhor Campo” e “Coapar”, têm o Selo da Agricultura Familiar e agora busca reconhecimento no Sistema de Inspeção Federal (SIF).  

Cooperoeste  

A Cooperativa Regional de Comercialização do Extremo Oeste (Cooperoeste), com sede em São Miguel do Oeste (SC), encontrou sua vocação na atividade leiteira, comercializado o produto sob as marcas “Amanhecer” e “Terra viva”.  

A cooperativa surgiu há 11 anos.  A região do extremo oeste catarinense possui hoje 14 assentamentos com 550 famílias assentadas. Na Cooperoeste, os associados são 1.257, enquanto os produtores de leite que atendem a organização são 1.485.  

Copacon  

Fundada em 1993 a Cooperativa Agroindustrial de Produção e Comercialização Conquista (Copacon) tem sua sede em Londrina e um histórico de crescimento robusto. Sediada em Londrina, a cooperativa apoia a produção e comercialização feitas pelos assentados em um raio de 200 quilômetros. Hoje, ela já possui uma agroindústria de cereais e uma pequena frota própria de caminhões para apoiar o escoamento dos produtos.  

Seus associados produzem milho, feijão, farinhas, produtos hortifrutigranjeiros, lácteos, café, cana e derivados, madeira e criam animais. Os produtos sao comercializados sob a marca “Campo Vivo”.  

Copavi  

Com sede em Paranacity (PR), a Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória (Copavi) reúne pequenos produtores familiares que atuam em diversas atividades rurais, mas os destaques ficam por conta da cachaça artesanal e orgânica e do açúcar mascavo, vendidos sob a marca “Camponeses”, e dos iogurtes, do açúcar e do melado vendidos sob a marca “Copavi”.  

Os produtos orgânicos são certificados pela Rede Ecovida de Agroecologia, e sua linha de derivados de cana orgânica, como a cachaça, é certificada pelo IBD, o que permite a exportação para a União Europeia (UE).  

Além do apoio à produção nas lavouras e à industrialização, a Copavi também cumpre funções educacionais entre seus cooperados e estimula o turismo rural. 

Fonte, leia a noticia completa: Valor 

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