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Focar no atacado, varejo e no consumidor com olhar mais global

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Rio, 18 de novembro de 2013.
“Precisamos observar o atacado, varejo e consumidor com um olhar holístico, mais global, tendo o consumidor como o principal elemento”, disse o presidente do Ital, Luis Madi. Foto: Debora 70

Um livro a ser lançado em dezembro marcará os 50 anos de história do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), órgão vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O anúncio foi feito pelo presidente do órgão, Luis Madi, durante palestra ministrada no painel “Viabilidade econômica, social e ambiental do sistema agroalimentar”, do 14º Congresso de Agribusiness da SNA, no dia 7 de novembro.

Dentro da temática “Situação atual e perspectivas da indústria brasileira de alimentos e bebidas”, Madi destacou que o conceito de agribusiness, dentro da denominação da PwC Agribusiness Research and Knowledge Center, é dividido em três categorias: insumos agrícolas (pré-porteira), agropecuária (dentro da porteira) e agroindústria (fora da porteira). “Precisamos observar atacado, varejo e consumidor com um olhar mais global, tendo o consumidor como o principal elemento”, disse o presidente do Ital.

Ainda destacou que “países emergentes é que vão começar a comer mais o que não comiam antes”. Para ele, a demanda de alimentos não tem como foco “no Brasil somente como exportador de commodities e, sim, de alimentos processados com valor agregado”.

Com o intuito de alcançar bons resultados no agronegócio, ele salientou a importância de se trabalhar integradamente. Para isso, apontou a união de entidades estratégicas (SOU AGRO) do setor como fundamental. São elas Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), governo de São Paulo, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), Departamento de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sociedade Rural Brasileira (SRB), Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

AGROINDÚSTRIA

Durante sua palestra, Madi questionou o motivo de o agronegócio não trabalhar em conjunto com a indústria. “A importância do agronegócio não é explorada adequadamente”, diz o presidente do Ital, que aponta para a necessidade de mudança deste cenário, levando em conta que o setor conta com mais de 1,6 milhões de trabalhadores e mais de 45,3 mil empresas.

Madi também criticou o fato de que no país “não existe uma ação estratégica que oriente a indústria de alimentos”. Ele ainda citou que é preciso inovar: “O investimento em inovação é essencial para elevar a produtividade da economia brasileira. O Brasil precisa de mais pesquisas”.

Por fim, ele exemplificou as principais diretrizes do plano para a agroindústria: promover a inovação; apoiar a reestruturação e modernização da indústria; apoiar a promoção de capacitação, formação e atualização em tecnologia agrícola, pecuária e agroindustrial.

Por equipe SNA/RJ

 

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