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Venda de insumos biológicos aumenta 37% no País

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Rio, 14 de novembro de 2021.

Pouco a pouco, os insumos biológicos vêm captando maior atenção dos produtores brasileiros. Na safra 2020/21, a comercialização desses produtos movimentou R$ 1.7 bilhão no País, um aumento de 37% na comparação com o ciclo anterior, informa o Business Inteligence Panel (BIP), estudo anual elaborado pela Spark Inteligência Estratégica. 

Apesar do aumento, o segmento ainda representa apenas 3% do mercado total de produtos utilizados pelos produtores para a proteção de cultivos, sendo o restante representado pelos químicos, cujas vendas também estão em alta. Mas o forte ritmo de crescimento em biológicos, da ordem de 40% ao ano, vem ocorrendo ao menos desde 2018.  

Os defensivos químicos, ainda dominantes, movimentaram R$ 52 bilhões na safra 2020/21, com aumento de 15% em relação ao ciclo anterior. “A necessidade de o produtor aplicar defensivos agrícolas com diferentes modos de ação, químicos e biológicos, para conter a resistência de fungos e pragas a determinados ingredientes ativos, favorece igualmente o aumento da participação dos bioinsumos”, disse André Dias, sócio diretor da Spark.  

Na avaliação da consultoria, o forte crescimento contínuo da demanda por produtos biológicos indica a consolidação do uso dessas soluções como ferramentas de manejo pelo produtor. Os dois nichos que formam o segmento (biodefensivos e bioinoculantes) movimentaram mais vendas entre um ciclo produtivo e outro.  

Do total das vendas do segmento de biológicos, os biodefensivos, usados para o controle de doenças e pragas, responderam por R$ 1.3 bilhão, o destaque foram os bionematicidas (R$ 724 milhões), seguidos por bioinseticidas (R$ 417 milhões) e biofungicidas (R$ 159 milhões), indica o estudo.  

Por culturas, os biodefensivos trataram 7.9 milhões de hectares de soja (21% das lavouras). Em cana, o levantamento registrou o uso em 4.5 milhões de hectares (50% da área total); em algodão, esses produtos foram utilizados em 67% das lavouras, ou 857.000 hectares; e, por fim, no milho safrinha, foram aplicados em 13% da área, ou 1.89 milhão de hectares. O estudo indica, ainda, que a adesão “saltou” no milho safrinha, de 5% para 13% da área, e também no algodão, com avanço de 28% para 67% da área, entre as safras 2019/20 e 20/2021.  

Ainda segundo a Spark, os biológicos também foram opção utilizada por produtores de feijão (145.000 hectares, ou 19% da área), café (102.000 hectares, 5% da área), milho verão (144.000 hectares, ou 4% das lavouras), tomate (7.700 hectares, ou 22% da área) e batata (6.100 hectares, ou 7% do espaço total). 

Os bioinoculantes, por sua vez, movimentaram R$ 393 milhões. O coordenador de projetos da Spark, Lucas Alves, esclarece que inoculantes não são considerados defensivos agrícolas, já que têm por objetivo auxiliar no desenvolvimento de plantas.  

Alves disse que o segmento de defensivos biológicos apresenta maior tendência de crescimento para os próximos anos se comparados com os inoculantes devido ao potencial de uso da ferramenta. “Apesar do avanço nos últimos ciclos, uma grande parte [dos produtores] ainda não utiliza a tecnologia. Em soja, principal cultura, algum biodefensivo já foi aplicado em 21% da área no último ciclo, enquanto o mercado de inoculantes está presente em 80% da área da mesma cultura”, disse. 

Fonte: Valor 

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