Produtor de Orgânicos

Instituto Brasil Orgânico fecha importante acordo com Embrapa Nacional

Rio, 14 de outubro de 2026.

O Instituto Brasil Orgânico estabeleceu um acordo de cooperação de pesquisa com a Embrapa Nacional, abrindo as portas de todas as unidades da Embrapa do Brasil. Isto significa que estão abertas oportunidades de parcerias de pesquisa sobre agricultura orgânica, uma iniciativa que pretende fortalecer a pesquisa e a prática de técnicas orgânicas de produção.

Clique na imagem abaixo e confira acordo na íntegra:

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Brasil Orgânico (IBO) firmaram um Acordo de Cooperação Geral com o objetivo de unir esforços para promover a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação voltados à agricultura orgânica brasileira. O documento estabelece as bases para a colaboração técnica e científica entre as duas instituições, buscando ampliar o conhecimento e desenvolver tecnologias adaptadas às necessidades dos sistemas orgânicos de produção.

O acordo prevê a realização conjunta de estudos, levantamentos, pesquisas, planos e programas destinados ao desenvolvimento de conhecimentos científicos e de tecnologias aplicadas à agricultura e a áreas relacionadas. A iniciativa reconhece o papel da Embrapa na pesquisa agropecuária e a atuação do Instituto Brasil Orgânico na representação, promoção e incentivo ao movimento orgânico brasileiro.
Entre as principais áreas de cooperação está o manejo da fertilidade do solo em sistemas orgânicos de produção, com destaque para a adubação verde, o uso de plantas de cobertura e outras práticas e insumos agropecuários capazes de contribuir para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Outro eixo importante é o desenvolvimento de conhecimentos e tecnologias para o manejo fitossanitário, especialmente no controle de formigas cortadeiras e de outras pragas que afetam a agricultura orgânica. O acordo também contempla o manejo zoossanitário, com ênfase em práticas e insumos destinados à prevenção e ao enfrentamento de doenças relevantes para a pecuária orgânica.

A cooperação inclui ainda o desenvolvimento e a validação de tecnologias de interesse comum, além da produção de conhecimentos e soluções para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre a agropecuária. Também estão previstas atividades de transferência de conhecimento e tecnologia e iniciativas voltadas ao desenvolvimento social sustentável.

Para transformar essas diretrizes em ações concretas, as instituições deverão estabelecer instrumentos específicos de implementação, por meio de Acordos de Cooperação Técnica (ACT) ou Acordos de Cooperação Técnica e Financeira (ACTF). Cada iniciativa dependerá de um projeto previamente acordado entre as partes e devidamente integrado ao Sistema Embrapa de Gestão. Os instrumentos específicos definirão os objetivos, as atividades, os recursos envolvidos e as responsabilidades de cada instituição.

O documento estabelece responsabilidades compartilhadas, incluindo a indicação de profissionais para coordenar os trabalhos, a elaboração de projetos e planos de trabalho, o compartilhamento de infraestrutura mediante entendimento prévio e a possibilidade de realização de dias de campo e eventos para divulgação das atividades. Quando necessário, as partes também poderão buscar recursos financeiros junto a entidades públicas ou privadas.

O acordo determina regras para proteger informações confidenciais e a propriedade intelectual das instituições. Os direitos sobre tecnologias, métodos, produtos e conhecimentos preexistentes permanecem com seus respectivos titulares. A titularidade de novas invenções e inovações decorrentes das atividades conjuntas deverá ser negociada de boa-fé e definida nos instrumentos específicos de implementação. A divulgação científica de resultados deverá respeitar as condições previstas no documento, incluindo o consentimento do responsável técnico da outra instituição.

Com vigência de cinco anos a partir da assinatura, prorrogável por termo aditivo, o acordo estabelece as condições gerais para uma futura cooperação, mas não obriga as instituições a executar projetos específicos nem prevê, por si só, repasses financeiros. Os investimentos e as responsabilidades de cada iniciativa deverão ser definidos nos instrumentos posteriores. O documento também estabelece compromissos de integridade, conformidade legal, proteção de dados pessoais e respeito às normas ambientais, trabalhistas e de segurança.

O acordo foi assinado eletronicamente por José Pedro Coelho Santiago, presidente do Instituto Brasil Orgânico, em 25 de agosto de 2026; por Ana Margarida de Castro Euler, diretora-executiva da Embrapa, em 8 de setembro de 2026; e por Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, presidente da Embrapa, em 10 de setembro de 2026.

O acordo cria uma estrutura institucional para aproximar pesquisa científica e setor orgânico, com potencial para estimular o desenvolvimento de tecnologias, aperfeiçoar práticas de produção, ampliar a transferência de conhecimento e contribuir para uma agricultura mais sustentável e resiliente às mudanças climáticas.

Fonte: Embrapa

Quer entender como a agricultura orgânica pode transformar o futuro do campo e do planeta?

Comentários

Os comentários estão desativados.

Siga no Instagram @ciorganicos

🌎 Principal fonte de inteligência sobre a cadeia produtiva de alimentos saudáveis e produtos orgânicos.

Boletim de notícias

Cadastre-se e receba novidades.