Produtor de Orgânicos

Cadeia de orgânicos amplia suas vendas no País e no exterior

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Rio, 27 de julho de 2021.
foto: CI Orgânicos

Pesquisa que a Organis fez com seus mais de 70 associados indica que aproximadamente 70% dos produtores de orgânicos registraram, no primeiro  semestre de 2021,  aumento das vendas no mercado doméstico e 73% viram incrementarem as exportações. Para o 2º semestre, 77% estão confiantes de que os negócios continuarão em expansão.  

O mercado de produtos cultivados sem o uso de agrotóxicos e outros insumos químicos aumentou 30% no ano passado no País, estima a Organis. Cobi Cruz, diretor da entidade, realça que foi uma alta excepcional em relação ao ritmo até então. Mas, apesar de ter movimentado R$ 5.8 bilhões em 2020, de “dentro da porteira” até as vendas finais, as exportações estimam-se de cerca de 20% do total. O mercado mundial de orgânicos gira USD120 bilhões anuais e o Brasil detém um pequeno percentagem. O País tem cerca de 25.000 propriedades certificadas como produtoras de orgânicos.  

A pandemia  estimulou o segmento a explorar novas formas de vendas online, reduzindo a distância entre produtores e consumidores, e despertou a população para a necessidade de uma alimentação mais saudável, é nítida, explica Cruz. Cresceram mais as vendas on-line, a entrega em domicilio, comercialização de cestas que o grande varejo. “Em 2019, cerca de 1% das compras eram feitas online. Agora, o percentual já chega a 20%. É uma quebra de paradigma. E não é só no caso de produtos frescos, mas também nos de fácil preparo, que chamamos de práticos”, disse Cruz.  

Para Alex Lee, diretor comercial da Rio Bonito Orgânicos, diante do recuo da vendas,  durante a pandemia, o meio digital conectou  produtores e consumidores.  “Isso tem dado oportunidade a pessoas que não tinham chance de oferecer seus produtos. A logística é uma questão difícil para os orgânicos. Vender é a grande dificuldade, mais do que produzir. Com isso, de repente abriu-se um mercado inteiro para esses agricultores”, disse Lee.  

A  Rio Bonito, que atua na produção e distribuição de frutas e legumes orgânicos atua com 90 produtores parceiros e comercializa 120 toneladas por semana. Presentes em 11 estados e 400 varejistas,  Alex Lee estima que os negócios, que regrediram um 15%, teve relação com  o menor poder aquisitivo da população brasileira.  

Cobi Cruz, da Organis, disse que os orgânicos “entraram na mente do consumidor”, e  tão logo a população recupere seu poder de compra, a demanda como um todo vai aumentar ainda mais. “É um trabalho de educação que está vindo com muita força”.  

Mesmo quando se fala em commodities como soja, milho, café e açúcar, há muitos produtores que investem nessa forma de cultivo.

Na região de São João do Manhuaçu (MG), a fatia Dutra cultiva café  orgânico em cerca de 700 hectares, e  outros 400 hectares, estão em processo de transição. “É uma aposta ousada, mas acreditam que o mercado tem potencial de absorver seus produtos.  Os cafezais, plantados em curva de nível, estão rodeados por plantações de abacate que atuam como quebra-ventos naturais. 

Leia a noticia completa, fonte: Valor 

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