Produtor

1º Fórum Orgânicos em Ação, Empreendedorismo e Mercado

RuimRegularBomÓtimoExcelente (Dê sua opinião sobre essa matéria)
Rio, 15 de junho de 2015.
Sebastião Wilson Tivelli, APTA/SP

Durante o evento, que aconteceu no dia 26 de maio de 2015, na sede da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) no Rio de Janeiro, foram discutidos temas sobre o sistema de produção orgânica e como a tecnologia auxilia neste mercado, ao aproximar consumidor e produtor.

Para falar sobre o crescimento do mercado de orgânicos, um dos palestrantes, Sebastião Wilson Tivelli, Chefe da Seção Técnica da UPD/APTA (SP), destacou a importância de acompanhar a demanda crescente deste segmento. Segundo ele, a diversidade de produtos das feiras começa a atender às necessidades dos consumidores. “Hoje o maior mercado de produtos orgânicos para o consumidor ainda são as redes de supermercado. No ano passado atenderam 77% das compras e não por um acaso cria-se a percepção do consumidor final de que o produto orgânico é caro, mas a logística pra esse produto chegar encarece. A partir do momento em que temos a possibilidade de comprar produtos diretamente do produtor nas feiras orgânicas, muitas vezes esse produto está no mesmo preço ou até mesmo mais barato do que os convencionais de supermercado, principalmente quando há problema de safra”, afirma.

Ele explica também que o aumento das feiras orgânicas, fazem com que o mercado cresça cada vez mais ano a ano, tornando os números mais perceptíveis. Além disso, segundo ele, as compras institucionais são a chave para tal crescimento e representa o consumidor demandando que haja mais produtos no mercado, e as certificadoras estão se encarregando disso.

“Uma nona certificadora está se preparando para atuar no Brasil. É uma certificadora nacional, estabelecida em Piracicaba, e está se credenciando no Ministério da Agricultura para atuar. Nós temos um crescimento nas certificadoras. Nós tivemos uma redução, à medida em que a lei passou a atuar, e agora começamos a ver um movimento pra crescer esse mercado, é um primeiro sinal de crescimento.”

Fernando Ataliba, Sítio Catavento.

Outro assunto discutido foi como criar um negócio lucrativo e sustentável. Produtor de orgânicos há mais de duas décadas, o palestrante Fernando Ataliba, do Sítio do Catavento, explicou que a agricultura orgânica é pautada por uma ética ecológica, e o trunfo da agricultura orgânica é ter uma relação com o meio ambiente que permite que a agricultura seja perene, pois sempre renova os recursos naturais, e consegue ser igual ou mais produtiva do que a convencional.

Sylvia Wachsner, organizadora do evento e coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos ressalta: “Ataliba produz frutas e vegetais em um local onde já foram 36 hectares de uma antiga pastagem, hoje transformada para produzir até 200 toneladas de alimentos orgânicos por ano, com o cultivo que ultrapassa a marca de 30 itens certificados.”

Fernando, assim como Sebastião Tivelli, também afirma que as compras institucionais são a chave para o crescimento. “Temos uma demanda por orgânicos muito grande através das compras públicas. Elas são um portal para que esse setor possa crescer. Antigamente não havia muito espaço para isso, agora há uma mudança qualitativa. Precisamos ultrapassar essa fase do amadorismo e começar a encarar a atividade com uma perspectiva profissional”, diz Fernando.

Vitor Piranda e Eduardo Boorhem, Clube Orgânico.

Quem esteve presente também foi o Eduardo Boorhem e Victor Piranda, do projeto de Economia Colaborativa. Ao apresentar o Clube Orgânico, que permite a seus associados adquirir alimentos orgânicos, eles mostraram que tal iniciativa encurta o espaço entre o agricultor e o consumidor. “Buscamos uma relação mais feliz entre as duas partes, assim como no casamento. A ideia é que qualquer pessoa que sinta necessidade de consumir orgânicos possa ver nesse canal uma forma de se associar”, afirma Eduardo.

Segundo Sylvia, “são dois casos de empreendedores que utilizam a tecnologia oferecida pelas comunicações como ferramenta para facilitar, aos consumidores, a conveniência da compra dos alimentos, abrindo novos canais de escoamento e de receita para os produtores”.

Leandro Dupin, Organomix.

Outro palestrante foi o empresário Leandro Dupin, diretor de marketing da Organomix, supermercado online que comercializa cerca de cinco mil produtos orgânicos e naturais, no Rio e em São Paulo. Ele destacou a importância da tecnologia para oferecer uma quantidade maior de alimentos orgânicos com preços e disponibilidades mais acessíveis. “Através da tecnologia, fazemos um processo de check in e check out, e então é possível saber exatamente o que chega e como chega. Isso é passado para o produtor, auxiliando na qualidade, pois ajuda a controlar o estoque e essa tecnologia orienta a produção”, afirma Leandro.

Neste segmento, o publico é mais disperso, abrangente e conectado. “Eles possuem todo um sistema de entrega para que os produtos cheguem frescos, é um investimento grande, que engloba a questão da logística e o impacto da tecnologia”, ressalta Sylvia.

Durante o Fórum, também foram lançados os manuais “Como produzir tomate orgânico” e “Tomate orgânico: técnicas de cultivo”, havendo em seguida uma sessão de autógrafos. Os livros são da autoria do Sebastião Tivelli e a publicação conta com as parcerias do CI Orgânicos/SNA, da APTA e do Sebrae.

Confira abaixo as apresentações em PDF dos palestrantes, realizadas durante o evento:

Crescimento do Mercado Orgânicos – Sebastião Tivelli

Como criar um negócio lucrativo e sustentável – Fernando Ataliba

Clube Orgânico

Organomix – Leandro Dupin

Por Bruna Sant’Ana, 15/06/2015

Compartilhe:

Deixe o seu Comentário:

Boletim de notícias

Cadastre-se e receba novidades.