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Quatro em dez europeus têm dificuldade em encontrar alimentos orgânicos nas lojas locais

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Rio, 27 de junho de 2022.

Dos europeus noventa e dois porcento  pensam que os alimentos orgânicos são mais caros do que outros produtos alimentares. Além disso, quatro em cada dez europeus consideram difícil encontrar alimentos orgânicos nas suas lojas e supermercados locais, de acordo com o último Eurobarómetro sobre agricultura e PAC, que mostra que a maioria concorda com esta declaração em 13 Estados Membros.

No entanto, existem diferenças significativas a nível nacional sobre este ponto. Desde 2020, a proporção de inquiridos que dizem que os produtos orgânicos são difíceis de encontrar na sua área local diminuiu em 15 países, mais notavelmente em Portugal (50%, -13), Grécia (40%, -12), Áustria (39%, -12) e na República Checa (31%, -10). No entanto, aumentou em 10 países, mais notavelmente em Malta (63%) e Chipre (65%), com os inquiridos a experimentar mais dificuldades no acesso aos produtos orgânicos do que em 2020. Não mudou na Alemanha e em França.

Por outro lado, quase metade dos europeus pensa que garantir um abastecimento alimentar estável na UE em qualquer altura deveria ser um objetivo principal da Política Agrícola Comum (PAC), um aumento de seis pontos percentuais desde 2020. Esta opinião ganhou terreno em 22 países da UE e aumentou, pelo menos, dez pontos percentuais em seis países (Finlândia, Lituânia, Suécia, Grécia, Espanha e Itália).

Além disso, mais de metade dos inquiridos (55%, +6 pontos percentuais) acrescentam que a PAC deve também contribuir para assegurar preços razoáveis para os alimentos. Desde 2020, esta visão ganhou terreno em 20 países da UE e foi a resposta mais comum na Grécia (76%), Chipre (75%), Bulgária (62%), Hungria (61%), República Checa (58%), Letónia (57%) e Polónia (52%). Quando se pergunta se a PAC contribui efetivamente para estes dois objetivos (abastecimento alimentar estável e preços razoáveis), 79% e 6% dos europeus dizem que sim, respetivamente.

Fornecer alimentos seguros, saudáveis e sustentáveis de alta qualidade continua a ser a missão central da PAC, de acordo com seis em cada dez europeus. Isto permaneceu estável durante um período de vários anos.

Alterações climáticas

O Eurobarómetro destaca a perceção pública de que as alterações climáticas afetam cada vez mais a atividade agrícola. De facto, 92% dos europeus concordam que eventos climáticos extremos, tais como inundações e secas cada vez mais severas, podem ter um impacto no fornecimento de alimentos e na segurança alimentar na UE.

Embora uma grande proporção dos inquiridos (58%, +3 pontos percentuais) diga que a agricultura já deu um contributo importante na luta contra as alterações climáticas e que a PAC ajuda a proteger o ambiente e a combater as alterações climáticas (65%), dois terços (67%) acreditam que os agricultores da UE poderiam ainda fazer mais se mudassem a forma como trabalham, mesmo que isso signifique tornar a agricultura da UE menos competitiva a nível mundial. Seis em cada dez europeus (60%) também dizem estar dispostos a pagar mais por produtos agrícolas que são produzidos de uma forma que limita a sua pegada de carbono;

Mais de oito em cada dez europeus (87%) citam uma cadeia de abastecimento curta como um fator importante na sua decisão de comprar produtos alimentares. Sete em cada dez europeus (70%) consideram que a UE, através da PAC, está a cumprir o seu papel de assegurar uma forma sustentável de produzir alimentos.

Fonte:  Grande Consumo

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