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Olivicultura cresce, atrai player e pode reproduzir nacionalmente o fenômeno da uva no Nordeste

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Rio, 30 de setembro de 2019.

Uma cultura que sai de 100 hectares para mais de 6,5 mil em 10 anos, já atrai player mundial e cresce com investidores não tradicionais do agronegócio, além de colocar o Brasil no mapa da produção internacional de qualidade, tem tudo para reproduzir, a nível nacional, o fenômeno que foi a fruticultura de clima temperado no Nordeste. Com base nesses dados, a olivicultura faz uma aposta real e não meramente emocional.

Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Espírito Santo experimentam a produção de azeitonas e azeite de oliva, sendo que nos dois primeiros estados o negócio já amadurece mais no plano comercial e nos outros o nível é de experimentação. Em Minas, como trouxe Money Times (27/9, veja em Leia também), o perfil pioneiro esbarra no relevo e nas poucas áreas disponíveis nos contrafortes da Serra Mantiqueira (onde o inverno mais rigoroso é o ideal), mas no Rio Grande do Sul as condições gerais são mais propícias e mais esparramada na altura do Paralelo 30, basicamente no Sudeste e Sudoeste.

“São de 65% a 70% das terras plantadas brasileiras e que nesta safra parte das plantações (nem tudo está em produção ainda) rendeu 189 mil litros de azeite dos 240 mil produzidos no Brasil”, diz Paulo Marchioretto, presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). Ele próprio é um exemplo de entrantes no negócio: advogado em Porto Alegre e com 16 hectares que começam a produzir em 2020, com projeto para mais 15 hectares.

Os agricultores tradicionais estão em número menor na atividade, que leva cinco anos para produzir e no mínimo oito para ter escala e “começar ver a cor do dinheiro”. O custo de implantação no Rio Grande do Sul, nesta altura de 2019, está em torno de R$ 26 a R4 30 mil por hectare, considerando para aquele entrante que já tem a terra.

Fonte: Money Times

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