Mercado de orgânicos

E se os orgânicos embarcam na nova onda de consumo de alimentos?

E se os orgânicos embarcam na nova onda de consumo de alimentos?

O avanço dos medicamentos GLP-1, como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, começa a provocar mudanças no comportamento alimentar e na composição da cesta de compras. Pesquisas realizadas nos Estados Unidos apontam maior procura por alimentos frescos, proteínas, fibras e produtos ricos em nutrientes, enquanto diminui o consumo de ultraprocessados, bebidas açucaradas, snacks e álcool. Para Sylvia Wachsner, essa transformação pode ampliar o espaço para os alimentos orgânicos, cujos atributos qualidade, procedência, produção sem insumos sintéticos, valorização da agricultura familiar e práticas que preservam a sociobiodiversidade ganham relevância diante de consumidores que passam a priorizar mais qualidade em menores volumes de alimentos.

Quo vadis, produção orgânica?

Quo vadis, produção orgânica?

A estagnação do número de unidades de produção orgânica no Brasil acende um alerta para o futuro do setor. Em artigo, Sylvia Wachsner, diretora da SNA e coordenadora do CI Orgânicos, compara o cenário ao conceito do “abismo da inovação”, de Geoffrey Moore, e analisa os desafios que impedem a expansão da agricultura orgânica, como entraves regulatórios, baixa adoção de tecnologias, escassez de sementes orgânicas e a necessidade de investimentos estruturantes para impulsionar uma nova fase de crescimento.

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