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25 de junho de 2017 | 18:02Voltar

Café orgânico produzido em Santa Maria de Jetibá combina qualidade com sustentabilidade

Admir Rossmann, agricultor e criador do café Romavary. Imagem: Internet/Divulgação

Admir Rossmann, agricultor e criador do café Romavary. Imagem: Internet/Divulgação

O agricultor Admir Rossmann, de Santa Maria de Jetibá, município brasileiro do estado do Espírito Santo, produz o café orgânico Romavary e mostra que é possível fazer um produto de qualidade com sustentabilidade.

O café produzido por Admir obteve certificação orgânica em 2002, mas sua história começa bem antes disso. Em 1986, Admir Rossmann adquiriu uma propriedade na comunidade de São Sebastião do Meio. Ele, que antes trabalhava como meeiro em grandes lavouras de café onde eram utilizados agrotóxicos, quis fazer diferente na sua própria terra. “Pensava em reduzir a utilização de produtos químicos até não utilizar mais nada”, disse Admir. Na década de 1990, a partir de um projeto da Igreja Luterana do município sobre saúde dos agricultores, ele passou a ter conhecimentos sobre soluções e alternativas de assistência técnica em agricultura orgânica.

Atualmente, Admir produz 24,1 sacas de café por hectare e afirma que, na sua propriedade orgânica, colhe-se mais café por hectare do que quando trabalhava na modalidade convencional. “É possível produzir mais café por hectare. Quanto melhor nutrida a planta, menos doenças ela vai ter. No café orgânico, utilizamos compostos de esterco de galinha, pó de madeira, cinzas, etc. Essa forma de produção demanda mais mão de obra e tempo, mas o custo de produção é menor porque os compostos são mais baratos que insumos químicos”, afirma Admir.

Admir agrega valor ao seu produto por meio do processamento do café, que além de ser encontrado em diversos pontos dentro e fora do estado do Espírito Santo, também é comercializado pela internet e vendido em forma de café cereja descascado, em grãos e tradicional. “Em 2006, começamos a fazer o processamento de café na propriedade. Foi quando criamos a marca Romavary. Tem a ver com os sobrenomes dos meus pais, Rossmann e Valker. Vinha muita gente procurar café orgânico e não tinha para comprar. Foi quando começamos a comercializar”.

Segundo ele, houve um aumento de 16% nas vendas nos anos de 2015 e 2016. “Devido ao aumento das feiras orgânicas na Grande Vitória, a procura pelo nosso café cresceu muito. Hoje vendemos em torno de 10% pela internet, principalmente para os Estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e para os da região Sul. Também tenho exportado em torno de 5% para os Estados Unidos, em Boston e Nova York”, contou.

Admir, que integra a Associação dos Produtores Santamarienses em Defesa da Vida (APSAD-VIDA), construiu o seu conhecimento em produção orgânica de café ao longo dos anos por meio da troca de experiências, cursos e capacitações. Em 2003, participou da Feira da Bioflor, a maior feira de orgânicos do mundo, realizada na Alemanha.

“A ideia inicial era produzirmos para nós mesmos, para termos uma vida melhor, com mais saúde. Mas também encontramos pessoas que queriam consumir alimentos saudáveis. A produção orgânica demonstra nossa preocupação com a conservação da água e do ar que respiramos. Nossa propriedade tem 40% de mata. Mesmo com a seca, continuamos com água na propriedade.”

Admir Rossmann, Agricultor e criador do Café Romavary

Para saber mais sobre o café Romavary acesse o site: sitiorossmann.no.comunidades.net

Fonte: Revista Cafeicultura 

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